O tempo rachou a rocha


Vale da Lua, Chapada dos Veadeiros

"Solo, ao contrário do que imagina a maioria das pessoas, não é apenas terra. No início da formação do planeta não existiam solos, mas sim imensos blocos de pedra e muita água.

Durante milhões de anos, o calor e o frio racharam a pedra; o vento e a água transformaram pedaços quebrados em areia grossa, areia fina e argila. Mas isso ainda não era solo, começou a ser quando apareceu a vida, na forma de microorganismos e depois de seres maiores".

Fonte: Revista "Balde Branco", ano 25, n.323, 1991.





Kinkaku-Ji, Itapecerica da Serra







Michael está livre



Foto tirada no domingo com o celular da gatuca na rua Guaiaúna, Penha.
Foi depois de voltarmos do Parque do Piqueri e comermos pastel.
E pouco antes de encontrarmos um cachorro que julgamos estar dormindo mas que na verdade estava morto.
Um homem passa por nós e põe a mão no meu ombro dizendo "eu também fico assim, emocionado".
E eu esqueço de tirar a foto do pobre cão.
Penso no Michael, livre, de alguma forma. Mas quem é "Michael"?
Lembro de algo falado sobre uma lenda rodeada de mistério dentro de um enigma.
Uma vida de sonhos dentro de sonhos inspirando milhões de pessoas a terem mais sonhos e sonhos dentro de outros sonhos.
A carcaça do pobre cãozinho.
- Veja, ele está apenas dormindo e daqui a pouco se mexe e acorda e...
- Michael na Liberdade...
- Vamos tirar uma foto do cachorrinho!
- Eu também fico assim, emocionado.
- Não, não está dormindo.
- Ai! Ele não se mexe! Olha, não está respirando!
- Não é Disneylandia nem Terra do Nunca.

Coisas dessa vida e de outras, possivelmente...
"This is It" estréia dia 30 de outubro no Brasil.
Vejo o trailler e me dá alguma vontade de chorar.





Viva Para Ver - Pare de Fumar Já


(adesf)

"Em 2048 o trânsito vai finalmente parar.
Em 2049 o segundo andar das ruas será inaugurado."





Mestre Miazaki



Gosto de todos os filmes dele.
Preciosidade na direção, no roteiro, em cada detalhe.





Yomigaeri



Ainda não vi.
Na linha do oculto lado a lado com o trivial.
Dizem ser um dramalhão japones mas vou baixar.





NON DVCOR CADVCO





Alternativas para o uso zumbi de sacolas plásticas



Não foi preciso ninguém obrigar. O empurrãozinho veio do MPSC - Ministério Público de Santa Catarina - que firmou, no ano passado, um acordo com a ACATS - Associação Catarinense de Supermercados – para incentivar os supermercadistas a abandonar as sacolas plásticas. Não é obrigatório aderir, mas muita gente se entusiasmou.

Por meio do Termo de Ajustamento de Conduta, também ideia do MPSC, cada promotoria de cada comarca do estado pode propor para os comerciantes de sua área que troque as tradicionais embalagens por opções ecologicamente corretas. Novamente, só assina quem quer – e só é penalizando quem se compromete e não cumpre – mas, burocracias à parte, as atitudes sustentáveis se espalharam por SC.

Por iniciativa própria, 25 supermercados de Xanxerê, cidade da região Oeste do estado, se uniram para abolir as sacolas de plástico em suas redes. A intenção é que todo o município faça uso apenas de sacolas retornáveis, que já estão à venda - o que deve acontecer, efetivamente, em abril.

Até 31 de março, as empresas irão oferecer as sacolas de plástico para seus clientes, mas, a partir dessa data, quem precisar fazer uso das ultrapassadas e poluidoras sacolinhas terá de pagar por elas.

Por isso, os estabelecimentos aconselham que os clientes tenham uma opção ecológica guardada dentro do carro ou da bolsa. A atitude é um pé no freio dos maus hábitos de consumo que geram excesso de lixo e, nesse caso, um entulho que leva mais de 400 anos para se decompor.

Medidas semelhantes têm sido adotadas em outros locais do estado, onde a ACATS estimula os empresários do setor a abandonarem as sacolas vilãs. Uma delas foi a distribuição de mais de 2 mil sacolas retornáveis nas duas unidades instaladas de um supermercado de Florianópolis para clientes que somassem mais de 500 pontos do cartão da empresa. Além de bonitas, elas agüentam o peso de dez quilos e, quando dobradas, têm dimensões um pouco maiores do que um cartão de crédito.

Há quem recolha sacolas de plástico, quem promova palestras de conscientização para funcionários, treinamento de equipe, comercialize sacolas renováveis e até faça pequenas manifestações no próprio estabelecimento mostrando na porta de entrada um carrinho com 880 sacolas plásticas, número que, segundo a empresa, representa o consumo anual de sacos por pessoa.

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